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Em defesa do trabalhador

22/12/2016

Sindi-Asseio defende direitos trabalhistas e união social para vencer a crise econômica que tem aumentado o desemprego no Brasil

 Os dois últimos anos foram marcados pelo agravamento da crise econômica, em que uma das principais consequências foi o aumento do desemprego no país – em novembro mais de 12 milhões de brasileiros estavam de fora do mercado de trabalho. A reação por parte do atual governo federal foi encaminhar à votação do Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, que congela os gastos públicos federais por 20 anos.

 

 O Sindi-Asseio defende os interesses dos trabalhadores, mas ressalta a importância de todos, patrões e empregados, colaborem para que o país vença o mau momento econômico e social. O presidente Leonardo Vale avalia que o objetivo da PEC 55 é dar um recado ao mercado, embora já existam mecanismos para controlar o aumento da dívida pública. “Já há no nosso ordenamento a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), as peças que limitam os gastos só não são respeitadas pelo Poder Executivo”.

 

 

Empregadores são privilegiados

Se por um lado os empregados devem entender o grau de dificuldade do mercado manter os postos de trabalho, historicamente no Brasil as grandes  empresas são financiadas com dinheiro  público por meio de linhas de créditos de bancos de desenvolvimento, em que os juros cobrados são subsidiados. Leonardo Vale aponta que até mesmo o chamado sistema S (formado por instituições como Senai, Sesc, Sesi, Senac e outros), que é de domínio patronal, tem sido mantido com dinheiro público. 

“Para formar mão de obra para as empresas, os cursos ofertados, em sua grande maioria, são pagos pelas família dos alunos e, no fim, quem mais emprega são as micro e pequenas empresas. Essas sofrem um calvário para cumprir as obrigações tributárias e não conseguem acesso aos financiamento, como ocorre com as grandes corporações”, explica Vale.

 

Segurança é a saída para a crise

De acordo com Leonardo Vale, é preciso garantir segurança jurídica e administrativa para que o Brasil retome o crescimento socioeconômico. Para ele, que é advogado, mesmo com eleições a cada dois anos, sem projeto e continuidade administrativa o país não será reconstruído.

“Quem de nós nunca viu um prefeito construir um calçadão na avenida principal de uma importante cidade e logo depois o próximo prefeito quebrar tudo? Quero ilustrar a descontinuidade administrativa que impera em nosso querido Brasil de chuteiras ”, avalia.

 

Defesa dos direitos trabalhistas

A categoria que é representada pelos trabalhadores de asseio, conservação e limpeza urbana da iniciativa privada e que prestam serviços para os órgãos públicos é constantemente ameaçada pelo debate da terceirização. Do outro lado, o segmento patronal também vem sofrendo com atrasos nos pagamentos dos serviços prestados, promovidos pelos administradores públicos que não sofrem nenhum tipo de coerção, segundo aponta Leonardo Vale. 

“Na prática somos desprestigiados e a única opção que dispomos são ações processuais na Justiça do Trabalho em casos como não recebimento de salários, FGTS, acertos rescisórios etc. Direitos elementares que muitas vezes são ultrajados pelas circunstâncias desfavoráveis. Repudiamos isso veementemente e queremos ajustes que pacifiquem o tecido social e não que nos retirem mais direitos”.

O Sindi-Asseio tem se posicionado de maneira coerente e defende a construção de um Brasil moderno em que todos contribuam e dividam a conta de forma igualitária, proporcional à renda de cada cidadão. Leonardo Vale reforça que a entidade presidida por ele oferece à categoria apoio irrestrito, em busca da garantia de uma vida digna aos trabalhadores. 

“Tentamos com todas as forças facilitar a vida de nossos trabalhadores representados, uma administração dinâmica sem burocracia desnecessária, resposta imediata e comunicação eficaz”.

 

Todos contra a PEC 55

As centrais sindicais promoveram uma grande manifestação em diversas cidades brasileiras no último dia 25. O objetivo do ato foi criticar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, em apoio aos estudantes que estão ocupando escolas em todo o país. O Sindi-Asseio foi representado por alguns amigos trabalhadores que estiveram na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte.

 

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