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Campanha salarial é iniciada

11/11/2016

Sindi-Asseio entrega pauta com as reivindicações aos patrões e reforça que irá defender os direitos dos trabalhadores

A campanha salarial 2017 já começou. As pautas de reivindicações das categorias de limpeza urbana, conservação e asseio já foram apresentadas e as diretorias das empresas estão cientes de nossas demandas. A expectativa do Sindi-Asseio é que as pautas apresentadas sejam aprovadas e comecem a valera partir do dia 1º de janeiro. 

As reivindicações foram pensadas e discutidas de forma que atendessem os trabalhadores da região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), já que assuas dificuldades são parecidas e os desafios a serem vencidos são basicamente os mesmos. 

O momento econômico pelo qual o Brasil passa não oferece condições favoráveis aos trabalhadores. Com as empresas ganhando menos e algumas até sem receber de prefeituras, o objetivo das negociações deve ser manter os direitos já conquistados e avançar no campo dos benefícios que possam melhorar a vida de quem trabalha.

Para o professor aposentado de economia da UFMG, Claudio Gontijo (foto), a política econômica adotada pelo governo Michel Temer tende a cortar os gastos públicos e vai tirar do mercado dinheiro investidos em programas federais que ajudaram no aquecimento da economia. 

“Agora não é hora de brigarmos com os patrões. Precisamos nos unir para frear essas propostas do presidente Temer que vão arruinar ainda mais a nossa economia”, aconselha. 

Com mais de 12 milhões de brasileiros desempregados, o Sindi-Asseio defende a manutenção dos empregos, dos direitos trabalhistas e segue buscando o acordo com os empregadores para o cumprimento das reivindicações em favor dos trabalhadores da limpeza urbana, conservação e asseio.

 

Limpeza urbana

O objetivo do sindicato é conseguir a equiparação com base na inflação acumulada em 2016 de 7,5%, além do acréscimo de 7% por ganho real sobre o reajuste do piso. Para os funcionários administrativos, o piso mínimo deverá ser de R$ 1,4 mil. Para eles, assim como os porteiros, a reinvindicação é que recebam o adicional de insalubridade em grau máximo. 

O sindicato reivindica ainda que as empresas aumentem os valores dos tickets alimentação e refeição em 7,5%, repondo as perdas da inflação de 2016 para os trabalhadores da limpeza urbana, reajustados depois em 7% como ganho real. 

O sindicato quer que as horas extras sejam remuneradas com o adicional de 100% sobre o salário, respeitando os limites da lei. O trabalhador receberá uma cesta básica adicional a cada dois domingos ou dois feriados efetivamente trabalhados.

 

Conservação e asseio

Para os trabalhadores da conservação e do asseio, o sindicato que os pisos salariais serão reajustados pelo percentual de 15%, incluindo as funções administrativas. Para o trabalhador que exercer a função de líder de equipe, o sindicato quer que esses recebam 20% de sua remuneração como gratificação.

Os tickets alimentação e refeição serão reajustados pelo percentual de 15%, enquanto que os trabalhadores que trabalharem aos domingos, em dias de folga ou em feriados terão as horas efetivamente trabalhadas pagas em dobro. 

Para os profissionais do asseio e conservação a reivindicação do sindicato é que a jornada de trabalho seja de 40 horas semanais e de 200 mensais. A partir de 2017, o objetivo é que não seja mais adotado o banco de horas e o adicional noturno seja pago com o percentual de 70% sobre o valor da hora trabalhada durante o dia. Os vales transportes deverão ser fornecidos aos trabalhadores pelos empregadores que deverão arcar com os custos, segundo pede o sindicato.

“Devido a particularidade da extensão da jornada diária, o trabalhador que exercer suas funções sob a jornada especial 12 por 36 [horas] fará jus a um vale refeição complementar no valor de R$ 5,00 por dia trabalhado”, pede ainda o sindicato na pauta apresentada aos empregadores. 

Especificamente para os trabalhadores da conservação e apoio, os prêmios do seguro de vida serão reajustados em 15%, mesmo percentual do reajuste do plano de assistência médica e do programa de qualificação profissional e marketing. Outra conquista defendida pelo sindicato é quando houver paralisação nas atividades dos trabalhadores, não será mais exigido o cumprimento de aviso prévio de greve.

 

Benefícios para todos

O sindicato quer também que as empresas concedam aos empregados, como gratificação de férias, uma cesta básica, além de conceder como gratificação de retorno ao trabalho de é 50% do salário nominal.

Os funcionários e seus dependentes terão assistência médica ambulatorial gratuita, que poderá ser fornecida por meio de ambulatório próprio da empresa, de convênio com o sindicato profissional ou por meio de planos de saúde. 

Para estimular a produtividade, o sindicato quer que cada empregado receba, até 10 de julho de 2017, um salário como participação nos resultados. Os trabalhadores receberão ainda três uniformes completos, incluindo os calçados.

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