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Prefeituras endividadas prejudicam fornecedores, funcionários e sociedade

19/08/2016

Realidade econômica dos municípios brasileiros tem causado prejuízos aos cidadãos que contam com serviços reduzidos, além das demissões de trabalhadores 

Assim como os demais brasileiros, os prefeitos precisam gastar menos do que arrecadam. Mas não tem sido assim. A crise tem feito com que o governo arrecade menos e não consiga pagar pelos serviços públicos prestados, como o de limpeza urbana. As empresas não estão recebendo e, sem recursos, acabam demitindo ou reduzindo o trabalho realizado nas cidades, para diminuir os prejuízos. 

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) afirma que, em 2016, 58,3% das prefeituras estão endividadas. Segundo a entidade, 11,1% das cidades brasileiras estão com salários do funcionalismo público local atrasados, com uma média de atraso de 1,4 meses. Por outro lado, outras 47,2% estão devendo para fornecedores. 

Segundo Felipe Kwintner Lages, especialista em administração pública pela Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), falta capacitação entre os prefeitos brasileiros. “O Gestor assume o cargo sem conhecer nada previamente. É muito comum um gestor assumir uma secretaria sem conhecer nenhum processo que envolve toda a área. Com isso, quando começa a entender o processo, já está na hora de deixar o cargo”. Crise nas empresas Do outro lado do debate sobre a crise está o empresariado.  

Segundo Marcos Vinicius Rocha Savoi, presidente do Sindicato das Empresas de Coleta, Limpeza e Industrialização do Lixo de Minas Gerais (Sindilurb-MG), ao menos 12 empresas associadas à entidade deixaram o mercado de limpeza urbana por conta das prefeituras das cidades onde atuavam, que não estão pagando pelos serviços prestados. 

“Há empresas do nosso setor que estão sem receber há três meses, mas temos casos daquelas que estão nesta situação já há seis. Tem sido um verdadeiro inferno. O reflexo é a queda na qualidade da limpeza urbana. Diminui a frequência do serviço, há redução das equipes e da capina e varrição. A cidade é a que mais sofre, afinal de contas é nela que tudo acontece”, lamenta Savoi. 

O empresário conta que a saída para a volta do equilíbrio nas contas municipais é uma melhor divisão dos impostos. “As cidades precisam de mais recursos e a maior parte fica com a União e com os estados. É preciso uma redistribuição mais adequada dos impostos”, sugere Savoi. Ele afirma ser a hora de trabalhadores e empresários unirem forças para encontrar saídas em conjunto para o mau momento pelo qual passamos atualmente. 

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