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Atraso no pagamento dos salários afeta vida do brasileiro

17/08/2016

Com dificuldade de pagar as contas, alguns trabalhadores estão fazendo “bicos” e há quem precise acionar a Justiça para garantir receber o que tem direito 

A rotina dos brasileiros está cada dia mais difícil. A dificuldade das famílias mais pobres tem sido percebida pelos altos preços dos produtos nos supermercados, por exemplo. Além disso, tem sido comum o desemprego no país, que já atingiu mais de 1,7 milhão de pessoas só nos últimos 12 meses. 

Mas nosso povo tem outro problema para enfrentar: o atraso dos pagamentos de quem ainda está empregado. Grande parte das empresas que atuam nos mercados de limpeza urbana, asseio e conservação tem atrasado os pagamentos dos seus funcionários. A justificativa é a mesma: a crise. Não importa se a empresa tem contratos com prefeituras e governo estaduais ou presta serviços para outras empresas, os atrasos têm acontecido com muita frequência. 

Vanessa da Silva, 25 anos, há três meses tem recebido o salário com atraso. A auxiliar de serviços gerais tem enfrentado o momento difícil, mas reconhece que a fase é ruim para os mais pobres. Ela conta ainda que colegas que trabalham há mais tempo na empresa reclamam que há três anos os salários estão sendo pagos depois da data prevista.

Ela revela que para ajudar o marido, com quem casou recentemente, tem saído de casa nos fins de semana para trabalhar como ajudante de cabeleireiro no salão de uma amiga. A jovem explica que esperava ajudar o noivo a quitar as dívidas do casamento. “Estamos muito apertados com as contas da cerimônia, mas esse dinheiro serve apenas para pagar as contas do mês e olhe lá”.

Justiça:

Zequias Sifirino de Azevedo, 39, também sofreu com a crise. O jardineiro teme não receber o que tem direito, após ter sido demitido. A empresa onde trabalhava perdeu a concorrência e deixou de prestar serviços à Cemig. “Eu recebi apenas o FGTS.Os juros e minhas férias eu fiquei sem receber”, revela. 

Do salário de Zequias dependem a esposa e uma filha de 11 anos. Ele explica que chegou a cortar os supérfluos da lista de compras e a pagar apenas as contas urgentes. “Graças a Deus consegui um novo emprego e as coisas estão se normalizando, mas tem sido muito difícil para nós trabalhadores”, admite. 

Ele poderá receber o dinheiro que tem direito na audiência marcada na Justiça para novembro, enquanto renova a esperança de que as coisas melhorem. “Eu quero que a crise passe, claro. Mas, pelo jeito, só a partir do ano que vem”, reconhece o trabalhador. 

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