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Palavra do presidente: quem vai pagar a conta?

15/08/2016

Companheiras e companheiros, ainda estamos passando por turbulência no cenário político-econômico, fato que nos remete a algumas reflexões. A realidade imposta à sociedade deve servir para que, no futuro, tenhamos condições de realizar nosso sonho mais caro, o de uma pátria mais igual entre os atores sociais.

Há divisões clássicas no tecido social (sem rigor acadêmico e com lupa empírica segue minha classificação), temos a (1) elite onde as famílias detém grande poder econômico; temos os chamados (2) “burgueses” assalariados, parte elitizada da sociedade que recebe ótimos salários, mas, está sujeita ao poder dominante; temos os (3) trabalhadores assalariados, parte inferior da pirâmide social, geralmente executora de tarefas menos intelectualizadas; e temos os (4) excluídos do sistema que dependem diretamente dos programas sociais do governante de plantão. 

O mecanismo de funcionamento do sistema segue mais ou menos a seguinte equação: a classe (1) determina os rumos políticos e econômicos – a classe (2) legitima as orientações da classe (1) com pequeno poder modificativo – a classe (3) executa as ordens de forma mecânica – a classe (4) se farta das migalhas do banquete capitalista. 

Quando ocorre algum problema no rumo cadenciado da equação, a sociedade, que chama este problema de crise, tem que eleger alguém para pagar a conta. Geralmente quem é chamado para pagar a conta? Exatamente, nós os ocupantes da classe (3). Não é muito bom generalizar. Mas, historicamente, em todas as crises capitalistas as saídas são as mesmas. Ou se deflagra uma guerra para que os estoques bélicos sejam literalmente gastos e a devastação provocada faça a economia girar com a reconstrução do vencido pelo vencedor. Ou os trabalhadores sofrem com perdas de direitos sociais ou econômicos. A saída capitalista dependerá do grau agudo da crise.

No caso do Brasil é ainda pior. Padecemos de ESTADISTAS, pessoas que realmente se dignem a construir uma nação séria, que acolha todos os seus filhos, sem distinções de qualquer matiz. Meu intuito aqui nesta reflexão é só o de provocar e instigar todos a pensarem em soluções práticas, que possam melhorar a vida de todos. Não tenho a pretensão de parecer ou ser o dono da verdade. Vamos juntos construir?

Por Leonardo Vitor S.C. Vale - presidente Sindi-Asseio 

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