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Futuro incerto para trabalhadores de Mariana

13/11/2015

Medida de licença remunerada e férias coletivas prevê impacto negativo na vida de mil, dos 1,7 mil empregados da mineradora na cidade.

Além de mortos e feridos, o desastre ambiental causado pela barragem de rejeitos em Mariana, Região Central de Minas Gerais, trouxe a também incerteza de um futuro para os trabalhadores do município. A mineradora Samarco concedeu  licença remunerada para 85% dos trabalhadores de Minas Gerais e Espírito Santo, num período de 20 dias. Em seguida, serão dadas férias coletivas até 4 de janeiro, de 2016. A estimativa é de que a medida afete 1 mil do 1,7 mil empregados da mineradora na cidade.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Mariana, Geraldo Gonçalves de Carvalho, disse que o temor é a redução das atividades ou paralisação em definitivo da Samarco. “Afinal, a companhia é responsável por boa parte da geração de empregos e de dinheiro que circula no comércio e nas prestadoras de serviços à mineradora”, afirmou. Pelas estimativas do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Ferro e Metais Básicos (Metabase) de Mariana, a mineradora é fonte de sustento para cerca de 10 mil pessoas no município histórico.

O secretário do Metabase de Mariana, Ronilton de Castro Condessa, afirma ter certeza do retorno às atividades da companhia em 2016. “Eu não tenho dúvida de que ela volta a operar. Quando, não sei. Tem que voltar a operar quando não tiver mais risco”, afirma.

Em entrevista ao “The Wall Street Journal”, (tradicional jornal de Nova Iorque), o analista Paul Young, do Deutsche Bank em Sydney, afirma que os custos dos trabalhos de limpeza e reconstrução da Samarco em Mariana, podem ultrapassar US$ 1 bilhão e a mina local poderá ficar fechada até 2019.

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